Tattooestima – Como anda sua autoestima?

Muito se escreve sobre Autoestima, mas sabemos de verdade do que se trata? Hoje, nesse momento da nossa vida, podemos afirmar que temos uma boa Autoestima? Quantas vezes acontece, quando as coisas estão indo bem por exemplo, no trabalho, de nos sentirmos felizes, enquanto que no dia seguinte, de repente, por causa de uma discussão com o chefe, é como se o mundo acabasse? Isso acontece porque damos muito mais valor ao nosso desempenho, ao poder que possuímos, aos agrados ou as críticas que recebemos dos outros, aos resultados que conseguimos, mas a Autoestima não tem nada a ver com isso.

 

A Autoestima é um conjunto de conscientização e ação. Ela se modifica naturalmente em função das nossas experiências, é a capacidade de se auto transformar, de se olhar de uma outra forma, de olhar instante por instante para nós mesmos. Passamos 90% da nossa vida vivendo mal, porque ou estamos no passado, ou estamos no futuro: vou ser feliz quando tiver mais dinheiro…, quando tiver o carro mais bonito…, quando tiver a casa mais bonita…, quando tiver coisas… Para fortalecer a autoestima é necessário começar agora, nesse momento, e não quando tiver…, ou quando vou ser… É agora, neste instante que você vai ser feliz, é esse instante que conta.

 

As tatuagens estão cada vez mais na moda e com o passar do tempo o preconceito contra elas vem diminuindo, devagar, eu sei, mas um passo de cada vez! É cada vez mais comum ver mulheres com tatuagem. Uma coisa é certa, quem faz uma tattoo quer enfeitar o corpo para se sentir mais bonita.

 

É bem verdade que a tatuagem ajuda – e muito! – a autoestima. A tatuagem nos transforma, dá uma revigorada, é como se fossemos capazes de mudar tudo na gente, muito semelhante, inclusive, a um corte de cabelo. É comum ouvirmos que “toda vez que eu saio de um estúdio me sinto mais poderosa e conectada com o meu interior”. A tatuagem é uma forma de contar a sua história sem sequer abrir a boca. Autoestima é “um sentimento do bem querer, do respeito, da admiração, da alegria em sentir, em valorizar com dignidade, com apelo e com compaixão.

É a opinião que temos de nós mesmos. Todos nós necessitamos dar e receber atenção e ter aprovação das pessoas”, explica o psiquiatra Leonard Verea.

 

Para ele a família é o grande determinante, se a pessoa teve ou tiver ‘pais nutritivos’ (pais afirmativos, carinhosos, provedores de estímulos positivos), com certeza essa pessoa desenvolverá uma autoestima alta, positiva. Por outro lado, se a pessoa teve (ou tiver) ‘pais críticos’ (pais negativistas, castradores, desprovidos de carinho e desestimuladores), ela desenvolverá uma autoestima baixa, negativa. A autoestima é influenciada pela autossugestão (forma como você conversa com você mesmo) e pelo hétero-sugestão (forma como os outros conversam com você).

 

Um recente estudo feito por pesquisadores da Universidade Texas Tech descobriu que mulheres com tatuagem tem a autoestima mais alta do que aquelas que não tem. Para realizar esse estudo, pesquisadores entrevistaram mais de duas mil estudantes, que foram questionadas sobre a quantidade de tatuagens e seus níveis de depressão e autoestima. Os resultados mostraram que, a autoestima das mulheres subia quando o número de tatuagens também subia. O estudo também descobriu que as tatuagens servem de mecanismo de enfrentamento e autoafirmação para superar os períodos mais difíceis da vida. Outra conclusão que o estudo trouxe é que quanto mais tatuagem fazem, maior vai ficando sua segurança e sua autoestima.

Isso a gente já sabe né?!

 

A modelo Wonder Girls e especialista em segurança do trabalho, Thaisa Eidam, de 23 anos, confessa que sempre teve problemas com sua imagem e que as tatuagens ajudam a melhorar sua autoestima. “Minha autoestima nunca foi algo tão boa, sempre tive problemas com isso. Creio que toda mulher tenha, ainda mais após se tornar mãe, mas confesso que a cada tatuagem nova que faço eu me sinto uma pessoa diferente, é como se eu me tornasse outra pessoa, como se algo que estivesse faltado , vem e me completa. Hoje, esteticamente mesmo sendo plus size, me sinto mais confiante comigo mesma, aprendi a me amar e me aceitar como sou, me vejo uma mulher mais forte e confiante” confessa Thaisa.

 

Vale ressaltar que a autoestima não está, necessariamente, ligada à posição socioeconômica, à beleza física ou status. Porém, o somatório desses e outros valores interfere diretamente no seu grau. “Quando a autoestima é baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos de arriscar coisas novas e até de sonhar. Por isso, diz-se que é um valor de sobrevivência. Vamos mudar isso? Você é aquilo que acredita, portanto, saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evite também aquelas com baixa autoestima que rodeiam sua vida e a intoxicam em vez de alimentar”, sugere Leonard.
Para a bióloga e modelo Wonder Girls, Ana Carolina Pichu, as tattoos ajudam a se sentir bem consigo, “me achava sem graça, meio sem sal. Hoje me sinto bem melhor, decidida, bonita, me sinto uma mulher determinada, de querer fazer o que bem entendo comigo mesma, sem me preocupar com julgamentos alheios. Foi uma auto aceitação, eu sempre via as mulheres tatuadas  e queria ser como elas, livres, decididas pra fazer com o  meu corpo o que bem entendo.

 

O aumento da autoestima também pode explicar o porque as mulheres estão se tatuando mais hoje em dia. Atualmente, 47% das mulheres com menos de 35 anos já são tatuadas, enquanto apenas 4% das mulheres com mais de 65 anos tem uma tattoo. Essa é a prova que as mulheres estão buscando nessa arte uma forma de se sentir melhor e mais bonita, independentemente da idade.

 

Magê Mariotto, 28 anos, analista de RH e modelo Wonder Girls, fez sua primeira tatuagem com 14 anos, “comecei tão cedo, ainda não tinha ‘problemas’ com isso. Acredito que por consequência. Nunca pensei em me tatuar para melhorar aparência, ou algo assim”. Mas sabemos que nem todas as pessoas são assim, vivemos em cima de padrões estabelecidos, “principalmente  pelo que a mídia tenta impor nossa goela abaixo, mais magra, mais alta, mais assim, mais assado. Ficam querendo impor estereótipos, e querendo ou não acabamos nos deixando levar por isso e ficamos tentando mudar cada vez mais para sermos aceitos” observa Ana Carolina Pichu. Já para Thaisa, “somos obrigadas a viver rotuladas por padrões estéticos, tão antiquados, perversos e desnecessários. Achamos que nunca estamos adequadas aos ‘padrões’ impostos pela sociedade, a gente precisa se livrar dessa crueldade que é imposta a nós do que é perfeito, e nos amar como somos, sem nos importar com o que vão achar ou pensar sobre nós”, critica, Thaisa.

 

Quando nos defrontamos com os outros e percebemos nossas dificuldades, quando percebemos não ter a força de vontade que eles manifestam, quando gostaríamos de ter mais confiança em nós mesmos, temos dois caminhos a seguir: nos convencer que podemos ser como eles ou …aprender a ser como somos! O psiquiatra, Leonard Verea, dá algumas dicas:

 

Autoestima não é ser mais forte – Muitos pensam que ter uma boa autoestima, seja se sentir mais forte: imaginam ser um autoconvencimento sobre os próprios meios que alimenta a autoconfiança, como quando se fala: “Acredita ter sempre razão, é impossível discutir com ele.” Não tem muito a fazer, alguns são convencidos disso e outros não. Quem não pensa assim, se sente fraco, inferior, aceita ser explorado pelos outros sem conseguir se rebelar, encontra parceiros errados que o maltratam, é muito temeroso, introvertido e tímido…TUDO ERRADO! Não existe força sem fraqueza. Quanto mais quiser ser somente forte, controlador, parecido com aquele modelo de fortaleza e pragmatismos que se convenceu ser o ideal, mais se sentirá frágil e inseguro e sem autoestima.

 

Não adianta se autoconvencer – Muitos se convencem de forma errada que para aumentar a autoestima precisa treinar, ou seja, se autoconvencer cada vez mais: “Você consegue, deve ser cada vez mais forte, não pode pensar em coisas negativas, deve melhorar, acreditar cada vez mais!” Deve, deve, precisa, : percebe como se autoconvencer significa dar ordens a si mesmo? “Com os outros fica calado e fica escondido em um canto? Força,… peito para fora, barriga para dentro, sorriso nos lábios, segure as rédeas da sua vida! Força, … deve ser o melhor, mostre seus recursos escondidos, seja o melhor!” Parece treinamento militar, parece como treinar um bicho, impor algo e dar o premio quando conseguir… Como é que pode aumentar sua autoestima se você mesmo se considera um cachorrinho a ser treinado? Os cachorros obedecem porque são treinados, e você, como imagina se sentir mais forte, mais firme, mais seguro de sí, obedecendo a ordens auto impostas? Conceitualmente isso significa que você mesmo se sente errado e inadequado, não os outros.

 

Encontre em você mesmo as emoções – Autoconvencimento é um processo racional, onde considera a sua mente como um musculo. Assim como na academia treina os músculos com os equipamentos específicos, assim acredita poder treinar sua mente com os recursos da racionalidade, se impondo “conceitos feitos”. Mas não considera que tudo que é mental, é emocional, instintivo, irracional e nada tem a ver com a logica, a razão. O mundo interior é um abismo feito por outras substancias, as emoções, indefinidas de forma consciente, logica e racional.

 

Timidez é uma força poderosa – Observe as coisas por outro prisma, mais intenso: quando está no meio de pessoas e não encontra as palavras certas ou a postura ideal, isso não quer dizer que está tímido ou fraco ou que precisa melhorar, significa que tem um lado obscuro da sua personalidade que se põe em evidencia naquele momento e que o bloqueia, impedindo-lhe de falar ou de se mexer. É nesses momentos que pensamos e nos questionamos sobre “O que os outros pensam de mim, como será que estão me julgando, será que fui bom, será que atendi as expectativas? Sou sempre o mesmo, Gostaria ser diferente, Gostaria mudar…” Se aceitamos que essas forças obscuras fazem parte da nossa mente e deixamos de entrar em conflito com elas, conseguindo nos aliar a elas, nos colocando complementares a tudo isso, vamos enxergar de forma mais objetiva tudo o que está acontecendo e iniciar a mostrar o que somos e como somos, participando de tudo isso do nosso jeito, mais silencioso, mais em segundo plano, mais profundo, menos superficial.

 

De espaço a sua unicidade – O poder do Silencio e do Mistério quando é visitado pela Timidez, o poder do Fogo e da Paixão quando é visitado pela Inveja, o poder da Visão a longo prazo quando é visitado pelo Isolamento, ajudam você a tornar tudo possível na sua vida, sem querer parecer aos outros, sem buscar ser mais forte: ao contrário, deixar que essas forças obscuras se manifestem, sem procurar se mudar, sem se treinar. Autoestima não é ser forte, mas é dar espaço para que as emoções se manifestem, tornando tudo possível na vida.

 

“Ser consciente da própria personalidade e agir sem medo do julgamento dos outros.” Isso é muito mais do que uma simples definição: é conhecer a si mesmo, é ser livre das expectativas e dos julgamentos, é encontrar o próprio talento e não ter medo de expressá-lo. Somente assim poderemos ser felizes, finaliza Dr. Leonard.

 

E para finalizar, muitos homens têm fetiches por mulheres com tatuagem. Eles acreditam que, por passarem por um processo longo de dor, as mulheres tatuadas não são frescas e fracas, possuem atitude para outras várias coisas também. Muitos homens são contra suas namoradas fazerem tatuagens, por puro ciúmes. Mas vou deixar uma dica preciosa aqui: NÃO SEJA BABACA! SEM PIADINHAS DE MAU GOSTO OU COMENTÁRIOS PORNOGRÁFICOS, NÓS, MULHERES, ODIAMOS ESSE TIPO DE ABORDAGEM E VOCÊ SAIRÁ COM FAMA DE RIDÍCULO! #sejemenas

 

A fotografia como aliada da autoestima – Conheça o seu melhor!

Criado em  2014 pelo casal Marcos Ariosi e Fran Eller, o Marcos Ariosi Photography é especializado no estilo “boudoir”, nome em francês para quarto feminino, dando a ideia de uma abordagem íntima, mas não explícita. “Nossa história com a fotografia começou no momento em que nos conhecemos, há uns seis anos. Marcos sempre me fotografou e em cada clique eu me descobria como mulher e ele com muito carinho e jeito, me incentivava e valorizava muito mais”, conta Fran.

 

Com a missão de estimular cada mulher real a se olhar e aceitar como se fosse uma capa de revista, esse estilo de fotografia vem ganhando cada vez mais adeptas e fazendo com que o mercado de fotografia ultrapasse barreiras e estereótipos. “Passamos da fase em que o padrão de beleza precisa ser algo padronizado. Cada vez mais vemos mulheres se autodescobrindo e se aceitando da maneira real”, explica Cristiane Pertusi, psicóloga.

 

A composição da beleza após o ensaio fotográfico, aumenta a autoestima da mulher, a faz se sentir mais feminina, torna-se mais sensual e passa a desfrutar de uma vida, inclusive sexual, mais plena. “Com o passar dos anos nos profissionalizamos e quando criamos o studio, novamente fui modelo pra ele. Que me fotografou, editou e quando as me entregou prontas, chorei de emoção. Sempre me via como uma menina e de repente aquele mulherão apareceu. Fiquei sem palavras, e é isto, este sentimento que buscamos em cada sessão de fotos que realizamos. Queremos resgatar o mulherão que existe dentro de cada mulher, mostrar a sua força, capacidade, estimular a energia de dentro pra fora. Cada revista que entregamos, leva todo o nosso amor, leva a esperança de que o céu é o limite. Somos simples mulheres, mas fortes e lindas o bastante para enfrentarmos os desafios da vida e vencermos todos os obstáculos” assume Fran.

 

Autoestima tem tudo a ver com a ideia que fazemos de nós mesmos. “Ser magra ou gorda, ter um dente tortinho, um nariz um pouco maiorzinho, lábios grossos, lábios finos ou qualquer detalhe que não gostamos, às vezes nos causa um incômodo tão grande que acabamos nos privando de algumas situações com medo de expor esses ‘defeitos’ em uma fotografia. Ao contrário do que se pode pensar, o trabalho de um fotógrafo profissional é conseguir extrair da beleza de mulheres ‘comuns’, resultado surpreendentes”, observa Cristiane Pertusi, psicóloga.

 

 

Samantha Feehily – jornalista e modelo Wonder Girls

 

Essa matéria saiu em nossa coluna na Rock Meeting

Jornalista, Pós graduada em Comunicação Empresarial e Institucional, Pós graduada em Jornalismo Digital, Pós graduação em Jornalismo Contemporâneo e Mestre em Comunicação. Diretora da Projeta Comunicação Integrada. Foi editora chefe em uma Agência de Comunicação, responsável pelo conteúdo de jornais internos e de e-mail marketing. Foi professora universitária do Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE). Acumula mais de 14 anos de experiência em assessoria de comunicação. É responsável pelo site Arrasa, gata!, um portal de beleza e é apresentadora do Programa Estressadas, um programa de comportamento feminino.

Compartilhe este post