A primeira impressão até pode não ser a que realmente fica, mas com certeza é a mais marcante

Em um mundo em que se busca cada vez mais pelo resultado imediato, me pergunto por que as pessoas não se preocupam tanto em causar uma primeira boa impressão, já que, felizmente,  existem vários recursos que podemos usar para isso?

 

O componente principal da primeira impressão é linguagem não verbal, ou seja, o comportamento e a aparência. “E dentro disso, mais de 80% do julgamento é estimulado pelas cores. Só depois disso são considerados o conteúdo verbal e a entonação da voz”, afirma a consultora de imagem, Mariana Iannuzzi.

 

É claro que nossos julgamentos são contaminados pelas nossas crenças, experiências e opiniões, mas alguns artifícios podem ser usados estrategicamente para amenizar isso.

 

Que tal começar a mudar isso com uma prática simples?

 

Nossas emoções são as principais responsáveis por transmitir mensagem ambíguas e confusas, nossos gestos, expressão facial e movimento do corpo nos denunciam.

 

“Por isso, saber o máximo de informações sobre alguma situação específica que você vai enfrentar, como uma entrevista de emprego, um evento social do trabalho, conhecer a sogra é fundamental para que você treine com antecedência. Depois, avalie qual é o seu objetivo naquele contexto, que resultado você quer ou precisa ter, este é o princípio para uma primeira impressão positiva”, diz Mariana.

 

Um bom exercício prévio é pensar como seria o cenário ideal, “de acordo com o seu objetivo e se visualizar fazendo parte dele. Perceba a forma como você se comporta, os sons do ambiente, as pessoas presentes, a roupa em que você está usando, os olhares positivos a seu respeito e os pensamentos encorajadores que você está tendo naquele momento. Anote tudo o que percebeu e se possível ajuste o cenário, acrescente ou elimine recursos imprescindíveis para o seu sucesso. Repita esta visualização algumas vezes e comece a programar a sua mente para que o cenário ideal se transforme no cenário real” comenta Mariana.

 

Já dizia, Aaron Burns, “Você nunca tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão.”

 

Isso por que o componente principal da primeira impressão é linguagem não verbal, ou seja, o comportamento e a aparência, que são percebidos logo nos primeiros segundos. Só Depois disso são considerados o conteúdo verbal e a entonação da voz.Em poucos minutos, uma opinião será construída sobre você! “E ainda contamos com os prejulgamentos contaminados pelas crenças, experiências e opiniões de cada um. É muito difícil separá-los, eles fazem parte da nossa história e de quem somos. A medida que nos tornamos adultos ficamos mais cheios de “certezas” e com filtros cada vez mais rigorosos”.

 

E uma das grandes razões de “não dar a segunda chance” é nosso senso de autoproteção e medo instintivos que entram em ação para nos defender de algo que possa ser perigoso ou trazer sofrimento.

Nosso cérebro funciona baseado em padrões conhecidos, provenientes de experiências, conhecimento, etc. Em uma primeira má impressão, nosso cérebro entende aquela pessoa ou situação como negativa e refazer esta “programação” requer tempo, esforço e persistência.

 

É verdade que, na maioria das vezes é possível sim reverter uma má primeira impressão, a grande questão é que talvez você não tenha a oportunidade de fazê-lo. E se por acaso tiver, vai levar tempo e exigir muito mais esforço das partes envolvidas do que se tivesse feito o dever de casa logo na primeira vez.

 

Fala-se muito em não julgar o outro, o que é quase uma contradição à natureza humana. Julgamos por medo, por querermos ser aceitos, por não sermos perfeitos, etc. A melhor forma que temos para mitigar isso, é nos permitir expandir a nossa percepção para nós mesmos e para o outro, entendendo que somos diferentes sim, mas que a diversidade é rica e nos proporciona aprendizados e vivencias que não seriam possíveis se vivêssemos dentro da nossa caixinha. Observar o outro é se permitir sair da “zona de conforto” para crescer e se manter em movimento pelo caminho do aprendizado.

 

Que tal pouparmos tempo, sofrimento e energia e cuidarmos melhor da mensagem que transmitimos no nosso cotidiano logo de cara?

Jornalista, Pós graduada em Comunicação Empresarial e Institucional, Pós graduada em Jornalismo Digital, Pós graduação em Jornalismo Contemporâneo e Mestre em Comunicação. Diretora da Projeta Comunicação Integrada. Foi editora chefe em uma Agência de Comunicação, responsável pelo conteúdo de jornais internos e de e-mail marketing. Foi professora universitária do Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE). Acumula mais de 14 anos de experiência em assessoria de comunicação. É responsável pelo site Arrasa, gata!, um portal de beleza e é apresentadora do Programa Estressadas, um programa de comportamento feminino.

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